Desde a criação, as estrelas cantavam. Este relato do livro de Jó mostra o quanto a música faz parte de nós. Por isso, ela tem uma data especial: O Dia Internacional da Música, comemorado em 21 de junho. É comprovado que as canções têm poder de fazer o bem à saúde, e foi reconhecendo essa força terapêutica que surgiu a musicoterapia. Essa prática tem sido adotada por diversos hospitais, clínicas e centros de reabilitação, e seus resultados também têm sido consideráveis em crianças que têm Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O autismo é caracterizado por déficit na comunicação social e por comportamentos restritos, entre outros níveis de comprometimento. Há crianças que não conseguem se expressar verbalmente, mas têm facilidade maior com melodias. Assim, o autista consegue se comunicar de forma não verbal exprimindo os seus sentimentos com música.
Muitos benefícios podem ser encontrados no uso da musicoterapia para autismo:
- Facilitação da comunicação verbal e não verbal, o contato visual e tátil;
- Diminuição dos movimentos estereotipados;
- Facilitação da criatividade;
- Promoção da satisfação emocional;
- Contribuição para organização do pensamento;
- Contribuição para o desenvolvimento social;
- Ampliação da interação com o mundo;
- Diminuição da hiperatividade;
- Melhora da qualidade de vida do autista e de sua família.
Fonte: Tua Saúde
Michele Senra tem um filho autista e é idealizadora do Centro de Otimização para a Reabilitação do Autista (CORA). Ela tem comprovado as virtudes da música nessa trajetória: “Muitos amam música, pois é atrativa, motivadora e lúdica. Ainda que tenham dificuldade com emoção, a percepção musical delas está preservada, então usamos as canções para evocar esse sentimento. Tem sido muito importante para complementar o trabalho de outros terapeutas. A forma que é utilizada depende da resposta da criança. Se ela tem dificuldade com palavras, mas se engaja em jogos rítmicos, trabalhamos com ritmos para o corpo dela. Nosso corpo reage naturalmente à música, como quando o pé balança ao ouvir um som e como o cérebro que grava melhor as frases com melodia. A música tem sido muito importante nos tratamentos”.
O projeto CORA começou em 2011 e se expandiu para atender crianças, adolescentes e adultos que precisavam de tratamentos especializados de reabilitação. Com o apoio da Avec, os profissionais são pagos e não falta o suporte que os assistidos precisam.
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